Estúdio AG • O anfibio

19 de novembro de 2008

Fotógrafo também paga mico!

Fotógrafo também paga mico e quero compartilhar um momento super engraçado que aconteceu comigo logo no inicio da minha carreira. Tenho consciência que vou dar um tiro no pé depois deste post, mas tudo bem, estou disposto a pagar o preço.

Quando eu ainda trabalhava de assistente num estúdio em lá São Paulo, nossa produtora colocou um layout na minha mesa que me deu até um calafrio na coluna.

Vou abrir aspas aqui para explicar o porque do calafrio, meus amigos mais próximos sempre souberam do verdadeiro pavor que sinto de sapos, e de vez em quando sempre aprontavam alguma “maldade” para me verem em desespero.

Voltando motivo do calafrio, era uma campanha de vitamina para crianças, o layout pedia uma foto de um menino com  um belo sorriso segurando um sapo. Na hora já fiquei imaginando o como seria difícil pra eu fazer aquele click.

Como se não bastasse fotografar o menino com o dito cujo do sapo, ainda fui incumbido de caçar o anfibio. Graças a Deus quando fizemos o casting para escolher o modelo (garoto), já perguntávamos se a criança tinha medo de sapo, porque se fosse igual ao fotógrafo, não haveria foto de jeito nenhum.

Modelo escolhido, saimos à campo (a equipe toda, inclusive o garoto) para encontrarmos um sapo, elegemos um lugar perto de uma horta para começar nossa caçada, não demorou muito e lá estava nosso bicho embaixo de uma telha.

Lá estava eu à beira de um ataque de pânico declarando em altos brados que não meteria a mão naquele bicho nem a pau, alguém tinha que levar aquele ser pra dentro do estúdio e esse alguem não era eu. Adivinha quem meteu a mão no bicho? Pra minha vergonha Lóóóóóógico, que foi o muleque……(gargalhadas)

Primeira parte da missão cumprida, voltamos todos  para o estúdio para botarmos logo um fim naquele suplicio, e fazermos logo a foto. Modelo a postos, luz perfeita, maquiagem, cabelo ok, luz, câmera, ação.

Tente imaginar a cena, um menino com uma capa de chuva amarela e galochas, num fundo branco com um “sapão” na mão, e um fotógrafo à beira de um ataque de  nervos……..(gargalhadas).

Pode rir, não foi com você! Não faziam nem cinco minutos que estávamos clicando, quando eu menos esperava, (posso ver a cena em slow motion no meu pensamento), o sapo apoiou suas pernas traseiras na barriga do menino deu um SUPER salto em minha direção. Adivinha!

Foi um corre corre tão grande, uma gritaria histérica da equipe toda, e o pobre do sapo perdido dentro do estúdio.  Fui o primeiro a sair correndo, e uma fila indiana atrás de mim…

Resumindo,  mais uma vez agradeço a Deus pelo menino que bravamente ficou dentro do estúdio, capturou o sapo e conseguimos terminar o trabalho. Quem me conhece pessoalmente vai achar tudo isso muito ridículo, um cara do meu tamanho com medo de um pobre anfíbio!

Fazer o que? Paguei este mico.

Um abraço

#fotobemfeita

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Estúdio AG l fotografia hibrida ou total flex?

13 de novembro de 2008

Moda Inverno

Indiscutivelmente o Photoshop é uma ferramenta que veio pra ficar, hoje nós os fotógrafos publicitários, não nos imaginamos sem ele, seria algo semelhante à uma cidade como São Paulo, sem energia elétrica, ou seja, somos completamente dependentes.

Lembro-me quando iniciei na carreira fotográfica no final da década de 80, se ouvia falar muito vagamente sobre photoshop, era algo muito distante, parecia ficção.  Saudosismo à parte, hoje quero falar um pouquinho sobre fotografia híbrida, talvez você possa estar se perguntando o que é isso?

Como o próprio nome diz “híbrido” é algo misturado, resumindo é uma fotografia misturada, ou seja, um pedacinho de uma foto que se junta com uma outra, que sobrepõe outra, com a transparência de outra, parece maluco, mas é muito interessante. Este tipo de fotografia exige um grau de conhecimento bastente elevado de domínio no photoshop, para que seja alcançado um resultado final satisfatório e geralmente é executado pelo manipulador digital.

Talvez você já tenha se deparado com este tipo de fotografia em alguma campanha publicitária e até ficado imaginando, caramba, como é que conseguiram tirar uma foto dessas?

É a fotografia híbrida meu brother, vamos colocar alguns exemplos para ilustrar e matar sua curiosidade de uma vez por todas. Vamos combinar um negócio? Fazer post em blog parece muito com rádio, fica lá um locutor sozinho no estúdio, parece um maluco tagarelando, ele talvez nem imagine o tanto de gente que está escutando.

[19] 3462-1858 • contato@fotobemfeita.com.br • Fan Page • #fotobemfeita



Fita Crepe a Omitida.

31 de outubro de 2008

Nossa homenagem à fita crepe

Ela é toda enroladinha, mas se você precisar da sua ajuda, pode ter certeza de que não vai negar fogo, pode acreditar!
E bom pra caramba saber que podemos contar com algo que vai nos ajudar a qualquer momento, como diz a campanha do Credicard “não tem preço”.
Muito provavelmente você pode pensar que estou variando, mas já, já vai perceber que estou completamente lúcido, não sei o que e pior.
Em um estúdio de fotografia, por mais hitech que seja, ainda assim precisamos fazer um trambiquezinho básico, calma é no bom sentido!  Para aquela foto ficar maravilhosa em um catálogo ou anúncio, não basta apenas equipamentos de ponta ou alguém que domine perfeitamente a manipulação digital.
Existe também uma coisa no estúdio chamada fita crepe; isso mesmo, é aquela fita que você está pensando, figura indispensável em nosso dia a dia.
Tente imaginar o quiprocó quando o set está preparado para fotografarmos, por exemplo, uma modelo e exatamente nesta hora, a produtora grita lá do camarim que a roupa que será fotografada é pelo menos dois números menores que a mulher.
Neste momento tem início a um principio de incêndio, um corre corre lascado, e a pergunta que não quer calar, e agora? Então entra em cena nossa amiga enrolada, a fita crepe para resolver de uma vez por todas aquele problema aparentemente sem solução.