Posso ver como é? • Estúdio FotoBemFeita

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Aventuras no centro velho de São Paulo.

Certa vez em 2001, eu e meu brother Mauricio Burin (Graúna), estávamos fazendo uns clicks de uns prédios antigos e alguns monumentos ali no centro velho de São Paulo, nas redondezas da sala São Paulo e Estação da Luz.

Era uma daquelas tardes típicas de inverno paulistano, pra quem não sabe do que estou falando, imagine um dia frio, cinzento e para completar de vez em quando éramos surpreendidos por uma garoínha básica, não conheço ainda, mas dizem que em Londres é nessa mesma pegada.

Pra quem mora ou conhece São Paulo em seus mínimos detalhes, sabe muito bem que esta região, não sei por qual razão é a preferida daquelas pessoas que moram na rua, usuários de drogas e também prostituição, pra dizer a verdade é super barra pesada!

Sabíamos muito bem do risco que estávamos correndo ao escolher esses lugares para fotografar; Como se diz por lá, “é pedir para ser roubado”.

Então traçamos um plano, enquanto um fotografava o outro literalmente ficava nas costas vigiando a retaguarda……hehehe.! E assim fizemos.

 Acabamos nos distraindo com alguma cena, e quando menos esperávamos fomos abordados por uma menina, não dava pra saber muito bem a idade, talvez tivesse seus 16 anos “moradora de rua”, eu e o Graúna rapidamente trocamos olhares desconfiados com aquela situação, quando nos deparamos com a seguinte pergunta: – Posso ver como é?

A garota muito mal trapilha e suja segurava uma bonequinha, provavelmente encontrada em alguma lixeira, nos comovemos com a cena e pagamos pra ver, e segurei a câmera de maneira que ela pudesse olhar pelo visor, e ficou fascinada, você precisava ver!

Aparentemente olhar pelo visor da câmera para nós pode se considerar uma coisa muito simples, mas para aquela menina foi algo tão surpreendente e mágico, tenho certeza de que foi uma experiência incrível para todos nós, sempre que me recordo desta situação fico emocionado.

Um abraço

Ps: Graúna você é meu brother super especial, sinto saudades dessa época!

Uma resposta para Posso ver como é? • Estúdio FotoBemFeita

  1. Maurício Burim disse:

    Meu caro amigo, Alan.
    Foi um momento especial. Pois, transcendemos os limites entre espectador e cenário e, como não dizer também, entre o medo e a ternura.
    O importante mesmo, é que este fato nos fez e faz, até hoje, refletir sobre os valores da sociedade.
    Valeu, irmão.
    Abraço, Graúna.

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